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Alimentação na gravidez: o que eu devo evitar?

2020-03-07T17:50:16+00:00 março 7th, 2020|Categories: Nutrição|Tags: |

Entenda a importância de manter uma alimentação equilibrada durante a gravidez e quais os principais alimentos que devem ser evitados durante esta fase.

A gravidez é um período especial para a mulher no qual ocorrem inúmeras mudanças: tanto hormonais, como emocionais e físicas. Um turbilhão de sensações e medos passa a fazer parte da rotina da nova mamãe e, muitas vezes, os cuidados especiais com a alimentação podem gerar muitas dúvidas.

Por isso, no post de hoje vamos ajudar as futuras mamães a entender um pouco mais sobre a alimentação durante a gravidez.

Por que ter cuidados especiais com a alimentação durante a gravidez?

Durante a gravidez, existem inúmeros motivos para se ter cuidado com a alimentação:

  • Evitar excesso de ganho de peso;
  • Evitar excesso de perda de peso;
  • Saber quais alimentos precisam ser evitados;
  • Conhecer quais nutrientes são necessários;
  • Entender o preparo correto de cada um dos alimentos.

Ou seja, a alimentação implica tanto na saúde da mulher como no desenvolvimento do bebê. Além disso, outro ponto para levar em consideração na hora de se alimentar é a questão nutricional dos alimentos.

Ganho de peso durante a gravidez

No geral, quando pensamos sobre a alimentação durante a gravidez, a pergunta sobre o “quanto se pode engordar?” aparece em algum momento.

O Ministério da Saúde indica alguns valores utilizando como referência o IMC da mulher grávida:

  • IMC menor que 18.5 kg/m2 (baixo peso): ganho de peso gestacional desejado entre 12,5 e 18,0 kg;
  • IMC entre 18.5 e 24.9 kg/m2 (peso normal): ganho de peso gestacional desejado entre 11,5 e 16,0 kg;
  • IMC entre 25.0 e 29.9 kg/m2 (sobrepeso): ganho de peso gestacional desejado entre 7,0 e 11,5 kg;
  • IMC maior que 30.0 kg/m2 (obesidade): ganho de peso gestacional desejado entre 5,0 e 9,0 kg.

Alimentação e o desenvolvimento do bebê

A alimentação durante a gestação tem um papel fundamental, pois contribui para a prevenção de doenças, para o desenvolvimento saudável do feto, além de assegurar que a mamãe tenha reservas biológicas necessárias para o pós-parto.

Além disso, é um erro acreditar que uma boa alimentação só beneficia o bebê enquanto ele estiver no útero: esse cuidado com a alimentação precisa se manter durante o período da amamentação, em especial durante a amamentação exclusiva (até os 6 meses do bebê).

Os principais nutrientes essenciais durante a gravidez são:

  • Cálcio: é um dos responsáveis pela formação dos ossos, dentes, coração, nervos e músculos do bebê. Auxilia, também, no controle da frequência cardíaca.
  • Ferro: no geral, devido a grande necessidade desta substância, é necessária a suplementação durante a gravidez. Ele atua no repasse do oxigênio para as células, crescimento e fabricação de glóbulos vermelhos do futuro bebê. Além disso, é também necessário para a formação da placenta.
  • Vitaminas: são substâncias que atuam diretamente na formação do feto como, por exemplo, promovendo crescimento do cérebro e da pele, além da formação do sistema nervoso e do coração.

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Alimentos para serem evitados durante a gravidez

Para ajudar as mamães na hora da composição do seu cardápio diário, selecionamos aqui alguns alimentos que precisam ser evitados e/ou ter cuidados especiais durante esta fase.

Alguns tipos de peixes:

Alguns peixes como cação, atum e peixe-espada, por exemplo, contêm grandes quantidades de mercúrio que são cumulativos. As mulheres grávidas devem evitar comer em excesso tais peixes para evitar danos neurológicos no seu bebê.

Ovos crus:

Apesar de, no geral, as pessoas não terem o hábito de comerem ovo cru, muitos produtos ou alimentos têm ovos crus na sua composição, como maionese, aquela massa de bolo antes de ir ao forno (e que todo mundo adora lamber a colher), gemada, dentre outros. Assim, para reduzir o risco de contrair salmonela, é importante cozinhar bem os ovos antes de consumi-los.

Carnes cruas ou muito mal passadas:

Não é só a ingestão de carnes cruas ou muito mal passadas, é necessário também higienizar bem as superfícies que entraram em contato com carnes cruas, como a tábua de cortar carne.

Leites ou láteos não pasteurizados:

Alguns queijos como o brie, camembert, cottage devem ser evitados durante a gravidez devido a possibilidade de contaminação com a bactéria listeria, que pode desencadear abortos espontâneos ou partos prematuros.

Frutas e vegetais sem a devida higienização:

Antes de consumir frutas e vegetais, é necessário higienizá-los de maneira correta. O Ministério da Saúde recomenda que, para desinfecção de hortifruti (frutas, legumes e verduras) deve-se imergir os alimentos em uma solução preparada com 10 ml (1 colher de sopa) de hipoclorito de sódio a 2,5% para cada litro de água tratada;

Cafeína:

É importante reduzir o consumo de cafeína. Estudos mostram que até 300 mg/dia não está relacionado a efeitos adversos maternos ou fetais (Fonte: FEBRASGO, 2014).

Excesso de açúcar:

O American Journal of Preventative Medicine publicou um estudo recente (2018) que concluiu a necessidade de limitar o consumo de açúcar durante a gravidez para não comprometer o desenvolvimento cerebral e cognitivo dos bebês.

Assim, para uma gestação saudável, é fundamental adotar uma alimentação equilibrada e ter atenção aos alimentos que inspiram cuidados especiais e devem ser evitados.

A Caderneta da Gestante do Ministério da Saúde traz muitas orientações importantes. Vale a pena acessar e ler. Além disso, o acompanhamento do médico é necessário durante toda a gestação: nada substitui esse cuidado e a orientação especializadas.

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